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sábado, abril 28, 2012


Criatividade

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Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a
escola bastante grande. Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.

 “Que bom!" - pensou o menininho. Ele gostava de desenhar leões,
tigres, galinhas, vacas, trens e barcos...
Pegou a sua caixa de lápis-de-cor e começou a desenhar.
A professora então disse:
- Esperem, ainda não é hora de começar! -

Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores.

E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis
rosa, laranja e azul. A professora disse:
- Esperem! Vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.

O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a
sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso...
virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora.
Era vermelha com caule verde.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre,
a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.

 “Que bom!"- pensou o menininho.
Ele gostava de trabalhar com barro.
Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos,
carros e caminhões. Começou a juntar e amassar a sua bola de barro.

Então, a professora disse:
- Esperem! Não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.

 “Que bom!" - pensou o menininho.
Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos.
A professora disse:
- Esperem! Vou mostrar como se faz. Assim, agora vocês podem começar.
E o prato era um prato fundo.

O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio
prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou
seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao
da professora.

E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as
coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia
mais coisas por si próprias.

Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola.
Essa escola era ainda maior que a primeira.
Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.

 “Que bom!"- pensou o menininho e esperou que a professora dissesse
o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Quando veio até
o menininho e disse:
- Você não quer desenhar?
- Sim, e o que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
- Como eu posso fazê-lo?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu
 posso saber o desenho de cada um?
- Eu não sei...

E então o menininho começou a desenhar uma
flor vermelha com o caule verde...


Helen Buckley

quinta-feira, abril 26, 2012


"Os sete pecados capitais dos educadores

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 Segundo Augusto Cury

 
O primeiro deles é corrigir o educando publicamente. Um educador jamais deveria expor o defeito de uma pessoa, por pior que ela seja, diante dos outros. Um educador deve valorizar mais a pessoa que erra do que o erro da pessoa.

O segundo é expressar autoridade com agressividade. Os educadores que impõem sua autoridade são aqueles que têm receio das suas próprias fragilidades. Para que se tenha êxito na educação, é preciso considerar que o diálogo é uma ferramenta educacional insubstituível.

O terceiro é ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança. Os fracos condenam, os fortes compreendem, os fracos julgam, os fortes perdoam. Os fracos impõem suas idéias à força, os fortes as expõem com afeto e segurança.

O quarto é punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações. A maturidade de uma pessoa é revelada pela forma inteligente com que ela corrige alguém. Jamais coloque limites sem dar explicações. Para educar, use primeiro o silêncio e depois as idéias. Elogie o educando antes de corrigi-lo ou criticá-lo. Diga o quanto ele é importante, antes de apontar-lhe o defeito. Ele acolherá melhor suas observações e o amará para sempre.

Quinto: ser impaciente e desistir de educar. É preciso compreender que por trás de cada educando arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto. Todos queremos educar jovens dóceis, mas são os que nos frustram que testam nossa qualidade de educadores. São os filhos complicados que testam a grandeza do nosso amor.

O sexto é não cumprir com a palavra. As relações sociais são um contrato assinado no palco da vida. Não o quebre. Não dissimule suas reações. Seja honesto com os educando. Cumpra o que prometer. A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.

Sétimo: Destruir a esperança e os sonhos. A maior falha que os educadores podem cometer é destruir a esperança e os sonhos dos jovens. Sem esperança não há estradas, sem sonhos não há motivação para caminhar. O mundo pode desabar sobre uma pessoa, ela pode ter perdido tudo na vida, mas, se tem esperança e sonhos, ela tem brilho nos olhos e alegria na alma.

Você que é pai, professor ou responsável pela educação de alguém, considere que há um mundo a ser descoberto dentro de cada criança e de cada jovem.

Só não consegue descobri-lo quem está encarcerado dentro do seu próprio mundo.

Lembre-se que a educação é a única ferramenta capaz de transformar o mundo para melhor, e que essa ferramenta está nas suas mãos.

Do seu uso adequado depende o presente e dependerá o futuro. O jovem é o presente e a criança é a esperança do porvir.

Pense nisso e faça valer a pena o seu título de educador.

Eduque. Construa um mundo melhor. Plante no solo dos corações infanto-juvenis as flores da esperança.
Postagem do blog:
http://cantinhodaprofftima.blogspot.com.br

quarta-feira, dezembro 28, 2011


Citação de Jean Piaget

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" SE NÃO MORRE AQUELE QUE ESCREVE UM LIVRO OU PLANTA UMA ÁRVORE, COM MAIS RAZÃO, NÃO MORRE O EDUCADOR, QUE SEMEIA VIDA E ESCREVE NA ALMA" JEAN PIAGET

terça-feira, dezembro 27, 2011


Refletindo com Gi Barbosa

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 Vamos  refletir sobre nosso amor a profissão através das palavras da minha amiga Gi Barbosa.



Eu considero uma honra ser professora, considero uma honra qualquer filho meu desejar ser professor... 
Precisamos de melhores condições de trabalho, precisamos de melhores salários e acima de tudo precisamos de entusiasmo pra continuar acreditando nas mudanças e lutando para que elas se tornem realidade. 
Dificuldades virão, mas não serei eu a pregar a desesperança ...
Fico nas palavras de Paulo Freire e nelas permaneço
"quando lutamos, enquanto desesperançados ou desesperados, a nossa é uma luta suicida, é um corpo-a-corpo puramente vingativo."
Vamos lutar sim, mas esperançosos.
Se algum de meus filhos decidir, sem pressão, tornar-se professor isso será considerado uma das maiores realizações de minha vida, não apenas por ser mãe, mas por considerar minha profissão digna, embora desvalorizada . 
Eu ainda sou professora e me dou ao luxo de ter esperança quando boa parte das pessoas desse país vive na apatia.
Eu ainda posso gritar sonoramente que nenhum salário pagaria o privilégio de auxiliar na formação de um cidadão.
O que sempre falo pra meus filhos é que dinheiro é sim importante, mas que quando se é vocacionado se encontra meios de lutar pela sua profissão com entusiasmo e contagiando positivamente outras pessoas.
Gosto de pensar que nenhum professor  realmente vocacionado consegue se desvincular totalmente da educação,pois sua alma está nela e isso independe do quanto consideram que vale seu trabalho ou do número de elogios que recebe em um dia. É bem mais que isso, é entrega, é amor, é desejo de continuar lutando...
Não estou em sala de aula no momento, mas não deixo de aprender com meus colegas, de socializar, de inventar e de com eles criar estratégias , não por que deseje ostentar um conhecimento que em parte não possuo, mas por continuar acreditando que junto comigo há uma multidão de professores que deseja que sua luta por melhores condições de emprego e melhoria de salários não se torne um desestímulo à nova geração.
Precisamos de professores esclarecidos, sérios, éticos e compromissados consigo mesmos , com seus sonhos com seus ideais, mas que fazendo isso não aniquilem  os sonhos e a esperança dos outros.
Quando ingressei no magistério há cerca de 10 anos atrás em minhas primeiras observações o que escutei foram palavras de desesperança que sequer desejo citar aqui por acreditar que não acrescentaria nada a vocês como não acrescentou a mim.
Palavras que te dizem para desistir antes de dar o primeiro passo na caminhada, que por muitas vezes é dolorosa, mas estimulante.
Não acredito ser esse o caminho ... Esse caminho de desesperança, de palavras de fracasso, de indignação que sequer chega ao papel ou sai em forma de palavras da boca por medo da mordaça que o poder público por vezes nos coloca.
Calar ou perder o emprego?

Eu fiquei com a segunda opção, embora não seja opção pra boa parte das pessoas que conheço por inúmeros motivos.
Desvincular-se do sistema é maravilhoso, mas não ser aceita no espaço de  trabalho para o qual você está  plenamente capacitada e ama é uma dor descomunal. 
Isso é o que o sistema faz com quem resolve falar sozinha, com quem procura apoio entre seus colegas de profissão e só escuta "deixa isso quieto" "deixa como está" "nós não podemo fazer nada!"

Mas, por que desistir de lutar com esperança quando isso é parte inerente à minha natureza?
Impossível, falo mesmo, nunca me cansarei de falar  e de alguma forma estou em sala de aula com cada um de vocês diariamente.


Resta pensar que:
" A luta dos professores  em defesa de seus   direitos e de sua dignidade deve ser entendida como um momento importante de sua prática docente, enquanto prática ética.
Não é algo que vem de fora da atividade docente, mas algo que dela faz parte." Paulo Freire

Então, que essa nossa luta seja diária, constante e incessante não nos deixando abater pelas dificuldades do dia a dia e principalmente não dando a entender aos novos professores que nada vale a pena no espaço educacional, que nada faz sentido, que toda luta é inválida, incabível  e sem causa.

Já estivemos em piores condições e não estamos nas melhores isso é bem verdade, mas isso em momento algum nos dá o direito de julgar que outras pessoas não conseguirão realizar aquilo que por um motivo ou outro acabamos fracassando.
Se é caminhando que se faz o caminho... Quero crer que ainda existe lá fora (embora muitos neguem) jovens militantes que se tornarão futuros professores e  conseguirão dar mais um passo a caminho do que todos tão aviadamente esperamos.
DIGNIDADE, MELHORES CONDIÇÕES DE EMPREGO, ENSINO IGUALITÁRIO E DE QUALIDADE PARA TODOS.
Finalizo reafirmando o que muito tenho falado ao longo dos meses sob pena de ser mal interpretada, de ser tida por radical ou de ser taxada de demagoga ou julgada por quem há muito desistiu de lutar.

Eu sou professora e ainda me dou ao luxo de ter esperança




Gi Barbosa

sábado, novembro 05, 2011


Valores

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Imagem retirada do site:
http://blog.rcg-pt.net/wp-content/uploads/educacao_1969vs2009.jpg


O que você vê?


Valores invertidos, pais sem posição correta ou professores perdidos?


Deixe seu comentário.



Tia Marcinha

domingo, outubro 09, 2011


Para o Professor pensar...

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Bom professor é aquele que aprende com as crianças. O que as escolas precisam é ensinar a amar, e isso não é ciência, isso não é passado aos educadores nos cursos de pedagogia.
É importante construir escolas, mas também dar estrutura que garanta a Educação. Não se faz orquestra sem instrumentos, mas não são estes que garantem boa sinfonia."



( Rubem Alves )

domingo, setembro 18, 2011


Pense...

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“A mudança da escola não passa por leis e decretos.
Panelas e fogões novos não fazem bons cozinheiros...
Eu acredito que a transformação da escola passa pela transformação das maneiras de sentir e de pensar dos professores.
Se o fascínio pela educação não estiver na alma dos professores, inúteis serão todas as providências administrativas e legais que se possa tomar.”


Rubem Alves

sábado, setembro 03, 2011


Refletindo

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“Só os idiotas acham que a máquina deixa o professor menos importante. É justamente o contrário. Um professor apaixonado pela vida estimula a curiosidade e a curiosidade é a maior fonte do saber.” (Paulo Freire)